I
O abismo existe. É algo real.
O deportivismo está em coma. Disse o deportivismo? Não, Riazor ruge em cada jogo como numa final, a diáspora mobiliza-se, nos bares e nas redes monopoliza conversas. É a equipa, os jogadores, os que vivem nesse estado de desídia, de indolência total. Vemo-lo semana a semana: uma autoexpulsão absurda, erros de falha de concentração, falta de intensidade, uma distração no tempo de compensação,... e cada vez com menos margem para a reação.
Princípio de ação-reação. Um grupúsculo de siareiros anojados irrompe em Abegondo-Reunião do treinador com os capitães, comunicado da Federación de Peñas,... Será que comece a mudança?
VIII
O futebol gaélico está-se a implantar no nosso país. Os Fillos de Breogán foram os primeiros, mas já são vários os clubes que botaram a andar. Este desporto tem uma bonita particularidade, é completamente amateur: nem jogadores, nem treinadores ou presidentes podem cobrar dinheiro. E ainda assim, na Irlanda, o Gaelic é um desporto de massas que enche estádios.
Vendo a este irmão do soccer, devemos perguntar: ainda há esperanças para o futebol?



